terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O movimento está meio acomodado, por Beto Volpe

Não, a frase não pertence a este que escreve estas linhas e que muito a proferiu enquanto integrante da sociedade civil organizada em Aids. O comentário, que mais parece um grito de alerta, foi feito no mês de outubro pelo doutor Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, durante a Assembleia Nacional das Pastorais da Aids no Rio Grande do Sul.
Leia artigo no site da Agência Aids . Clique aqui




quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A vida sexual das pessoas com deficiência


Foto de duas mãos entrelaçadas
Para uns namorar é dar beijinhos, para outros implica uma vida sexual activa. Uns vivem a sexualidade isoladamente, outros recorrem a prostitutas. Entre os deficientes intelectuais também há zangas, ciúmes e relações que duram anos. Porque afinal, os anjos têm sexo. R. namora há cinco anos com C., mas ainda não conseguiu esquecer a anterior namorada, com quem teve uma relação durante 19 anos. Os três frequentam os centros da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM). «Custou-me imenso ter acabado com ela, mas ela traiu-me. Ficou grávida e toda a gente sabia menos eu. Mas ainda gosto dela», contou à Lusa. Diz que já teve relações sexuais com a actual namorada, mas admite não fazer «a mínima ideia» de como usar um preservativo e de não saber «como é que se fazem os bebés». Leia artigo na integra. Clique aqui

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Blog da OPAS divulga nossos materias sobre HIV/Aids e Deficiência

Blog da OPAS divulga nossos materias sobre HIV/Aids e Deficiência: "Com vistas a dar visibilidade ao tema do HIV/aids e deficiência, apresentamos um texto sobre reflexões e ações que permitem avançar nesse debate. O tema, embora de muita relevância, ainda constitui um assunto pouco discutido e que demanda a atenção de profissionais de saúde, membros da sociedade e pessoas com deficiência que vivem com HIV/aids. http://blogs.opasbrasil.org/hivaids/

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Mito da mortalidade em Aids por Beto Volpe

Leia na coluna de Beto Volpe artigo publicado no jornal " Folha de São Paulo" sobre o mito da mortalidade em Aids : " Contrastando com números oficiais, somos cada vez mais soropositivos vitimados por causas não incluídas nesse balanço, tais como infartos. " . Clique aqui.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Valor foi repassado pelo Ministério da Saúde e é suficiente para pelo menos 1 ano de ações de prevenção e tratamento

Cofres de Estados e municípios brasileiros abrigam pelo menos R$ 154, 423 milhões que deveriam ter sido usados para programas de Aids, mas ficaram intocados. O recurso, repassado pelo Ministério da Saúde, representa 18% da verba transferida desde que o programa de incentivo foi iniciado e suficiente para financiar pelo menos um ano de ações na área.
"Cada centavo que deixa de ser usado pode representar uma nova infecção, um paciente sem recursos para tratamento", alerta o representante da Unaids no Brasil, Pedro Chequer.
As razões para a não aplicação dos recursos são inúmeras, diz ele. Vão de problemas técnicos e jurídicos à falta de disposição política de representantes locais de saúde. "Muita coisa avançou no País, mas temos de ficar atentos às diferenças e trabalhar para que pelo menos o dinheiro oferecido seja usado rapidamente e com competência", completou.
A transferência automática fundo a fundo de incentivos na área de Aids foi determinada em dezembro de 2002. Mas a adesão a essa forma de financiamento variou de Estado para Estado. Alagoas é o que, proporcionalmente, apresenta o menor saldo disponível: R$ 42.906 - valor menor do repasse mensal. Quinze Estados têm uma quantia que excede o repasse anual.
O campeão no atraso do uso de recursos é Goiás. A quantia não usada equivale a 36 meses de repasse. Tocantins vem em segundo lugar, com verba para 30 meses. A do Rio equivale a 25.
O superintendente de vigilância ambiental e epidemiológica do Rio, Alexandre Chieppe, diz que boa parte dos R$ 26,15 milhões não usados pelo Estado foram acumulados nos primeiros anos de convênio. "Desde 2007, conseguimos imprimir um ritmo mais acelerado para uso dos recursos", afirmou.
O diretor do departamento de DST-Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, diz não haver forma de punir Estados pela demora.Norte e Nordeste. Apesar de dados mundiais apontarem para queda de Aids no mundo, regiões Norte e Nordeste do País apresentam tendência inversa.
Boletim de Aids divulgado no ano passado pelo Ministério da Saúde mostra que entre 2004 e 2008 os números da doença passaram de 1.967 para 2.817 no Norte e de 4.988 para 6.011 no Nordeste. "Estados e municípios precisam se mobilizar. A doença recuou em algumas partes do País, mas mostra um comportamento preocupante em outras áreas", observou Chequer.
Greco afirma que, em números nacionais, casos de Aids no País estão estabilizados. "O perfil da doença mudou. De epidemia concentrada em poucos Estados ela se espalhou, algo que traz uma certa dificuldade."
Dentro dos próximos dias, o governo deverá divulgar números mais atualizados da Aids. Mesmo assim, Greco avisa ser impossível o Brasil conseguir atingir a meta das Nações Unidas de zerar o número de novas infecções por aids e de mortes pela doença até 2015. "Vamos trabalhar para reduzir de forma significativa o número de casos. Mas há ainda um trabalho a ser feito e o tempo da meta é muito curto." Mais Notícias: www.rnpvha.org.br
Observações feitas por Claudio Monteiro (*) " O assunto me interessa particularmente, pois foi meu tema de mestrado.Não podemos deixar de manifestar nossa estranheza quanto à colocação do Dr. Dirceu Grecco ao colocar "não haver forma de punir Estados pela demora", pois basta(ria) aplicar os dispositivos previstos na Portaria do Ministério da Saúde 1. 679 de 13 de agosto de 2004 (prova normas relativas ao Sistema de Monitoramento da Política de Incentivo no Âmbito do Programa Nacional de DST e Aids, e dá outras providências), disponível em http://www.aids.gov.br/incentivo/ e na Pela Portaria 399, de 22 de fevereiro de 2006 (Divulga o Pacto pela Saúde 2006 – Consolidação do SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do referido Pacto), disponível em
Esta situação, lamentavelmente, vem perdurando desde a implantação do atual sistema de financiamento das ações em DST/AIDS, em 2003, sem os dispositivos legais acima sejam observados.
Espero, sinceramente, que o próximo governo venha atentar para as regras de AUDITORIA do SUS, para que estas, e várias outras situações referentes a desperdício de recursos sejam solucionadas.
Cláudio C. Monteiro Jr - Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, mestre em Infectologia em Saúde Pública pelo Instituto Emílio Ribas, autor da dissertação " Ações em DST/HIV/AIDS em Unidades Básicas de Saúde e Planos de Ações e Metas : Apontamentos Sobre Quatro Municípios Paulistas".

Blog Deficiente Ciente publica artigo sobre sexualidade de pessoas com deficiência

No blog Deficiente ciente acompanhe o artigo “Desfazendo mitos para minimizar o preconceito sobre a sexualidade de pessoas com deficiência" dos pesquisadores Paulo Rennes Marçal Ribeiro* e Cláudia Bortolozzi Maia.
http://www.deficienteciente.com.br/2010/11/desfazendo-mitos-para-minimizar-o_24.html

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 de novembro, Dia Internacional contra a violência a mulheres e meninas

Neste dia nos recordamos da tragédia que ocorreu em 25 de novembro de 1960, em memória das valentes irmãs mártires que arriscaram suas vidas, na República Dominicana e as ofereceram efetivamente pela causa da mulher e da liberdade.
As irmãs Mirabal cresceram em uma zona rural, no município de Salcedo (hoje província). Quando Trujillo chegou ao poder, a família das irmãs perdeu a casa e todo o seu dinheiro. As irmãs acreditavam que Trujillo levaria o país ao caos econômico e, então, formaram um grupo de oposição ao regime se tornando conhecidas como "Las Mariposas" ( As Borboletas ).
Nas veias das mulheres, a poesia sempre movimentou a Luta. A luta é feminina por excelência. A alma das mulheres sempre acalentou todos os sonhos de liberdade.  Las Mariposas, como eram conhecidas as irmãs Mirabal – Patria, Minerva e Maria Teresa – foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960 na República Dominicana. Neste dia, as três irmãs regressavam de Puerto Plata, o nde seus maridos se encontravam presos. Elas foram detidas na estrada e foram assassinadas por agentes do governo militar. A ditadura tirânica simulou um acidente. Minerva e Maria Teresa foram presas por diversas vezes no período de 1949 a 1960. Minerva usava o codinome “Mariposa” no exercício de sua militância política clandestina. Este horroroso assassinato produziu o rechaço geral da comunidade nacional e internacional em relação ao governo dominicano, e acelerou a queda do ditador Rafael Leônidas Trujillo.
Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que 25 de novembro é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em homenagem ao sacrifício de Las Mariposas. Em 1995, a escritora dominicana Julia Álvarez publicou o livro No Tempo das Borboletas, baseada na vida de Las Mariposas, e que em 2001 se tornou um filme. A sua história é também recordada no livro A Festa do Chibo, do peruano Mario Vargas Llosa.
Visite Rede Mulher com deficiência em: http://mulherescomdeficiencia.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conheça a OPAS - Organização Pan-Americana da Saúde

Vale a pena conhecer o site da OPASTem publicações, notícias, material sobre indicadores de saúde, links para outros portais de saúde, para outros países da América Latina e muito mais.
Apresentação da OPAS: A Organização Pan-Americana da Saúde é um organismo internacional de saúde pública com um século de experiência, dedicado a melhorar as condições de saúde dos países das Américas. Ela também atua como Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde para as Américas e faz parte dos sistemas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU). A OPAS coopera, através desses técnicos e cientistas, com os governos para melhorar políticas e serviços públicos de saúde, estimulando o trabalho em conjunto com os países, para alcançar metas comuns como iniciativas sanitárias multilaterais, de acordo com as decisões dos governos que fazem parte do corpo diretivo da Organização.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Serviços sexuais para pessoas com deficiência - 13/11/2010

Una prostituta experta en discapacitados dará un curso para la UNED en Lugo, La meretriz catalana Montserrat Neira, de origen gallego, es una de las pocas que ofrece sexo a disminuidos
Lugo/La Voz - 13/11/2010
La prostitución en los pisos será el tema de un curso organizado por la UNED en la capital lucense. La ponente del mismo será una de las pocas meretrices españolas especializada en discapacitados. Se trata de Monserrat Neira, licenciada en Ciencias Políticas por la Universidad Autónoma de Barcelona, ciudad en la que reside. Esta mujer tiene orígenes en Galicia donde pasa unos cuatro meses al año en un apartamento que tiene en las cercanías de Vigo.
El curso, de una sola jornada de duración, será el próximo día 17 de diciembre y, hasta el momento, no fue abierto el plazo para formular las inscripciones. Se desarrollará en jornada de tarde, desde las cuatro a las nueve y lo dirige el profesor de Antropología y Sociología de la UNED, Pepe Riopedre, que también ejerce como abogado en la capital lucense.
Riopedre recientemente obtuvo la máxima nota con una tesis sobre la prostitución en la que presenta el perfil de numerosas mujeres que desarrollan dicha actividad en pisos. El letrado prepara la publicación de una parte de este trabajo.
Montserrat Neira, la ponente del curso, lleva más de una veintena de años ejerciendo la prostitución. Tras conseguir numerosos clientes fijos logró reunir los ahorros suficientes como para tener un apartamento para recibir a los usuarios de sus servicios a los que atendía por las tarde y por las mañanas estudiaba en la Universidad Autónoma de Barcelona. Consiguió dar el salto al alto standing a pesar de su edad, lo que le permitió (según ella misma contó en numerosas entrevistas) duplicar las tarifas. «Esto hace que, dedicando muy pocas horas al mes, disponga de un salario que me permite mantener a mi familia sin agobios», declaró.
Para discapacitados
Montse relató en múltiples ocasiones que no se inició por vocación sino por desesperación, por falta de trabajo. Empezó en los sitios más lúgubres y peor pagados. Hizo cursos sobre la discapacidad en España y no dudó en especializarse en relaciones sexuales para esta población formada por casi cuatro millones de personas en el territorio nacional.
Según la prostituta que dará el curso en Lugo, en los clubes, muchas mujeres no quieren atender a hombres en sillas de ruedas y otras lo hacen, pero no de la forma que ellos necesitan. Ella pudo comprobar como en los cientos de anuncios de los periódicos y revistas no habían mujeres que se dedicaban a trabajar con el colectiva. Ella optó por especializarse.
«En España hay 3,8 millones de discapacitados, pero el tabú y la escasez de información hacen que mucha gente obvie que también tienen necesidades sexuales», expresó en su momento a algún medio de comunicación.
«Es una desgracia pensar que solo los genitales importan en una relación. Hay muchas formas de hacer sentir como, por ejemplo, las caricias, los abrazos. Yo a una persona discapacitada le doy el mismo cariño que a cualquier otro hombre», aseguró. Montse recordó en muchas ocasiones que en otros países europeos, como es el caso de Suiza o Noruega, existen subvenciones especializadas para este tipo de servicios.
© Copyright LA VOZ DE GALICIA S.A. Polígono de Sabón, Arteixo, A CORUÑA (España)
Fonte tirada: http://www.lavozdegalicia.es/lemos/2010/11/14/0003_8848096.htm

terça-feira, 9 de novembro de 2010

COQUETEL DE FÉ - Testemunho de Beto Volpe

Eu sempre acreditei em Deus, herança familiar. O problema é que eu não me encaixava em nenhuma religião, eu não tinha muito jeito com os protocolos, liturgias e até mesmo as animadas giras não conseguiam minha adesão. Mesmo porque as religiões, quase todas, também não tinham muito jeito com minha sexualidade. Ao mesmo tempo Armstrong dava o primeiro passo humano na Lua enquanto eu, jovem, jurava que seria um astronauta. Eu via Deus no Big Bang e para mim os milagres estavam restritos aos nossos primeiros passos como civilização, com os gafanhotos e os primogênitos. E Ele nos deu o raio do livre arbítrio! Ele já tem coisa demais pra manter em ordem, até Universo Paralelo já tem demonstrado!!!
E em 15 de outubro último, em uma consulta de acompanhamento de tumores já tratados no hospital A.C.Camargo em Sampa, surpresa! Um tumor avançado no reto, ânus e um linfonodo no abdômen.
- Como assim, doutor? Tudo isso? De onde veio?
Ao que o Dr. respondeu tentando me deixar o mais relaxado possível:
- Senhor Luiz, isso é uma recidiva. Esse exame, o petscan, detecta até as menores alterações e aqui apresenta toda a circunferência de seu reto comprometida. Vamos ter que fazer biópsias em uma pequena cirurgia, mas que precisará internação e centro cirúrgico. O senhor consultará o anestesista e retornará para marcarmos as biópsias.
E eu, escorregando meu corpo cada vez mais amolecido pela cadeira:
E... Doutor, caso as biópsias venham positivas, qual o tratamento, outra radioterapia?
- Pois é, seu Luiz. No seu caso, como é uma recidiva, a única alternativa é a retirada do reto, do ânus e instalação de bolsa de colostomia definitiva. E quimioterapia na seqüência.
- Mas, doutor, não existe a possibilidade de outro diagnóstico?
- Uma outra possibilidade é a de ser uma grande inflamação, que tenha sido confundida no exame. Mas é muito difícil.
Àquela hora tudo rodava... Não sei como não caí da cadeira, nada fazia sentido. De repente, assim, eu teria mutilada parte tão significativa para qualquer pessoa, ainda mais para mim que tenho ali parte de minha sexualidade. Já não conseguindo segurar as primeiras lágrimas, encontrei meu amigo Edson que me levaria de carro para São Vicente, onde teria a hercúlea tarefa de omitir os detalhes sórdidos de meus pais. E, primeira providência: convocação geral de tias, primos, amigos, conhecidos, evangélicos, umbandistas, bruxos, católicos, espíritas, ateus... Que todos emanassem a palavra de ordem INFLAMAÇÃO. Ao que fui imensamente correspondido muito graças a Claudinho, meu irmão de fé. Mas eu estava com medo e me flagrei sentindo os mesmos que eu procuro retirar das pessoas com HIV que me procuram ainda desorientadas: “Será que vou ficar mais vulnerável a doenças? Alguém irá me desejar novamente? Vou namorar? Cara, todo mundo vai ficar olhando!” É estranha essa “bipolaridade” de minha vida, sempre me jogando de um extremo ao outro, às vezes simultaneamente. Enfim, mais equilibrado e com a liberação do anestesista, alguns dias depois retornei ao meu proctologista para marcar a cirurgia:
- Doutor, eu não vou pedir que o senhor me fale em números, mas qual seria a possibilidade dessa coisa ser uma inflamação, e não um tumor?
- Senhor Luiz, a hipótese de inflamação está restrita à área do ânus, por causa da radioterapia que o senhor fez. Agora, o seu reto está bastante comprometido por uma série de linfonodos, o exame foi bem claro nesse sentido. Lamento.
Bem, havia sido dado o sinal para eu começar a usar uma de minhas estratégias de defesa, a zona de conforto. Comecei a viajar em bolsas de colostomia de marcas francesas, com folhinha de maconha, arco íris, toda uma linha de customização. Isso tranqüiliza um pouco o espírito, dá pra raciocinar melhor sobre o que fazer e selecionar com calma o que ler e a quem dar ouvidos. E, quando dei por mim, já estava ambientado na futura realidade, e também recebendo ‘boas vindas’ de grandes amigos do movimento de pessoas com deficiências. Ao mesmo tempo também havia sido dado o sinal para contar toda a verdade para meus pais, eles também tinham o direito de se preparar para ver o filho sair de uma sala de cirurgia sem um pedaço, mesmo que oculto. E esse momento me foi tão doloroso quanto em 1989, quando revelei o diagnóstico de HIV para minha família, com aquela única lágrima de minha mãe que não secou até hoje em meu coração, a forma pragmática com que meu pai encarou a situação e meu irmão.... Ai, meu querido e saudoso irmão...
Chega, enfim, 05 de novembro e eu levanto, inexplicavelmente, com muito frio. Chegando ao hospital fui deitando e o enfermeiro constatou o porquê: 38,5 graus de temperatura, impeditiva para a cirurgia. Após muito custo a febre baixou e lá fui eu para o centro cirúrgico e apaguei. E, ufa, acordei. Rodeado de pessoas tão zonzas quanto eu, logo comecei a brincar com as enfermeiras, com o pessoal que já tava acordando até que chegou minha hora de ir para o quarto. Lá chegando, Edson, Luiz e Consuelo estavam me esperando, todos com sorrisos de orelha a orelha. Também sorri e perguntei o porquê de tanta alegria.
- O doutor veio aqui assim que terminou sua cirurgia, disse que você desceria dali a duas horas e nos informou, surpreso, que não havia localizado nenhum sinal de anormalidade e que só haviam encontrado inflamação. E que não vai ser mais necessária a mutilação e nem a bolsa de colostomia. Só procedimentos para o abdômen.
Chico Buarque disse, um dia: “Por que me tiraste do abandono, quando eu estava bem morto de medo?” Eu já estava tão confortável com as novas perspectivas... E chega essa agora? Havia consultado alguns amigos médicos meus, sumidades em suas áreas, e a concordância com o diagnóstico havia sido unânime! E toda essa certeza científica virou nada? . Ainda atônito eu já não conseguia segurar as lágrimas, festejamos um bocado, abraçamo-nos rindo e chorando ao mesmo tempo. Mas... Será que eles entenderam direito? Será que já foi tudo examinado? Será que eu ainda tô doidão na recuperação? Será que eu morri? E graças à Santa Dipirona das Dores eu apaguei e acordei somente no dia seguinte, quando o medico confirmou cada informação que havia me sido passada: surpreendentemente não havia nenhum sinal de lesão, que foram biopsiados vários sítios e que havia apenas uma grande inflamação. A retossecção e colostomia estavam canceladas. Aí, sim, eu desmontei. E comecei a chorar de alegria tudo aquilo que não chorara de tristeza em minha zona de conforto. Após me recompor um pouco, disparei:- Como assim? Sumiu? Ele estava lá!
- Pois é., seu Luiz Não está mais. O doutor Wilson irá lhe detalhar melhor em consulta semana que vem, onde será agendada a cirurgia para o linfonodo do abdômen, que também é relacionado ao reto. Esse vai precisar abrir um pouco sua barriga e passar por quimioterapia.
- Se o tumor estiver lá, não é doutor? – não resisti, com um sorriso irônico.
Confesso, ainda estou absolutamente tonto com essa situação. A única coisa que houve entre os dois diagnósticos contraditórios, foi um tsunami de orações, preces, mentalizações, emanações, vibrações e trabalhos. Gente de todo tipo e todo canto pedindo pela minha saúde. Não tenho noção da mudança que esse episódio irá promover em minha vida pessoal, em minhas lutas, em minha relação com o mundo. Só sei que não se passa incólume a ter uma experiência destas. Mas, tenho certeza, será mais uma mudança positiva conseqüência de uma adversidade.
Eu acredito em Deus e em todos os Seus deuses e deusas,
Eu acredito no Big Bang e também em Milagres.
Hoje eu tenho a alegria de ser testemunha de um!
E agradeço a todos e todas que participaram desse Coquetel de Fé. Beto Volpe

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Grávida de mim mesma

Artigo de Leandra Migotto Certeza: Eu não posso engravidar, mas tenho o direito de ser mãe tendo uma deficiência física! Estou grávida de mim mesma. A concepção aconteceu tão rápido que eu nem me dei conta que o óvulo foi fecundado há mais de 14 anos, depois de muitas tentativas imaturas. A gestação é dolorida e pesada, e está só começando...O embrião se contorce a cada nova descoberta. A respiração fica mais lenta ou acelera a cada novo choro convulsivo ou abafado. O medo e a insegurança dão lugar a novas descobertas. Conhecer a si mesmo no mesmo ritmo que se sente é complicado, mas parece o jeito mais sólido e intenso de se transformar e evoluir. Eu não posso engravidar, mas tenho o direito de ser mãe tendo uma deficiência física! Eu não posso dançar flamenco e tango, mas tenho o direito de me arrepiar quando vejo os corpos se unirem com a alma, a cada passo dos bailarinos (Rede Saci - 21/10/2009). Leia texto integral. Clique aqui.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Histórias de amor: A Sexualidade da Pessoa com Deficiência - Leandra Migotto Certeza

A sexualidade faz parte da vida de qualquer ser humano, seja uma pessoa com deficiência ou não. Ela vai além do sexo, que é apenas seu componente biológico. “É muito mais do que simplesmente ter um corpo desenvolvido ou em desenvolvimento, apto para procriar e apresentar desejos sexuais”, afirma a orientadora sexual Maria Helena Brandão Gherpelli no livro “Diferente, mas não Desigual”. Segundo a doutora em psicologia clínica e mestre em psicologia social, Ana Rita de Paula a sexualidade está associada ao desenvolvimento da afetividade, à capacidade de entrar em contato consigo mesmo e com o outro, elementos fundamentais para a construção da auto-estima. Para a também co-autora do livro: “Sexualidade e Deficiência: Rompendo o Silêncio” (Expressão & Arte Editora), nossa cultura tende a reduzir a sexualidade à função reprodutiva e genital, sem levar em conta a importância dos sentimentos e emoções decorrentes do processo educacional e de vida do indivíduo. E que cada um pode viver muito bem - e plenamente - sua sexualidade, de acordo com o que suas circunstâncias lhe permitem. Leia texto na integra. Clique aqui

Conheça mais sobre a Jornalista Leandra no vídeo abaixo:

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Lá vem um nenê! Post do blog de Jairo Marques "Assim como você"

Assim como você
“Sempre tive um sonho, ser mãe. Costumo dizer que ainda criança, quando era questionada sobre o que eu gostaria de ser quando crescesse, eu dizia: quero ser mãe. Quando conheci o meu marido, Carlos, que é tetraplégico, e passei a conhecer a realidade de uma lesão medular, pensava que talvez esse sonho nunca se realizasse.” História de Carlos e Maysa.  Escrito por Jairo Marques no Blog "Assim como você".
Leia matéria na integra. Clique aqui.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Função Sexual e Fertilidade em Homens após Lesão Medular

Muitas pessoas associam lesão medular à perda da função sexual, particularmente em homens, mas na verdade, paralisia hoje em dia não significa mais o fim de relacionamento sexual ou da habilidade para a paternidade. Cerca de metade dos homens com LM são incapazes de apresentar ou manter uma ereção sem ajuda e, 95% de ejacular, diz Dr. Richard E. Berger, professor do Departamento de Urologia e Co-Diretor do Centro de Reprodução Sexual da Clínica Médica da Universidade de Washington. Ambos os problemas, diz Berger, podem agora ser conduzidos de maneiras diferentes. Leia texto na integra

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cartório recusa marcar casamento de jovens portadores de deficiência - Notícias sobre a Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Famílias reclamam de preconceito
Dois jovens portadores de deficiência foram barrados no cartório quando foram marcar o casamento, em Mogi Guaçu. As famílias de Grasiele e Marciano reclamam de preconceito. O casal está nos últimos preparativos para o casamento e a cerimônia na igreja está marcada para 10 de dezembro. A casa onde irão morar está quase pronta e eles participam de cada etapa da construção. Grasiele e Marciano se conhecem desde criança e estudaram juntos na Apae de Mogi Guaçu. Eles apresentam atraso neuro-psicomotor, uma deficiência mental de nível leve, que não impediu que os dois se apaixonassem. Os dois se sentiram humilhados e frustrados por não conseguirem marcar o casamento. O defensor público Elpídio Ferraz Neto diz que jamais a documentação dos dois poderia ter sido recusada e explica que, mesmo quando as pessoas são interditadas pela Justiça, elas podem se casar, desde que um representante legal responda por elas e o regime de separação de bens seja total. Pelo Código Civil, o casamento pode ser anulável quando as pessoas são incapazes de consentir ou manifestar sua vontade, mas o defensor público explica que, mesmo quando existe dúvida se a pessoa pode decidir sozinha, o atendente do cartório não pode barrá-la. O correto seria encaminhar o pedido à Justiça, explicando os motivos da dúvida e somente um juiz pode autorizar ou não o casamento.
A orientação para quem passar por uma situação como essa é buscar a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ou a Defensoria Pública, que podem encaminhar o documento. O cartório informou que não se recusou a fazer o casamento e sim orientou a família a buscar as providências na Justiça, uma que, como se trata de pessoas com necessidades especiais, o funcionário não tinha como avaliar o casal.
Clipping elaborado pela Coordenadoria de Comunicação Social e Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública do Estado de São Paulo - Notícias da Defensoria - Clipping 28/09/10 - Veículo: EPTV - Data: 28/09/2010 - Estado: SP
Para assistir ao vídeo clique aqui

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Resposta + 2010 - matérias sobre aids e deficiências

A publicação Resposta + 2010, do Departamento de DST/Aids e Hepatites virais fala sobre aids e deficiências nas matérias:
Prevenção de uma forma especial, sobre a prevenção com jovens com deficiência intelectual,
Deficiência pós-aids, 
Pelo fim do silêncio, sobre estratégia com jovens surdos.
Acesse a revista em pdf . Clique aqui
Descrição da imagem: capa da publicação com o nome e varias pequenas fotos de pessoas que participaram das matérias, segurando um preservativo.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Filme POSITIVAS na Mostra Competitiva - Festival do Rio

Queridos (as) é com muito orgulho que convido para estarem comigo ,conforme calendario abaixo, para festejarmos o sucesso do filme POSITIVAS, que conta a historia de 7 mulheres infectadas em relações estaveis, superaram oestigma e com muita dignidade apresentam ao mundo o lema: *ONTEM nos escondíamos para morrer, Hoje nos mostramos para VIVER .As protagonistas são: Ana Paula ( DF ), Heli Cordeiro ( RJ), Maria Medianeira (RS), Silvinha (SP), Simone (RJ), Rosario ( Ba ) e eu Cida Lemos (RJ).
Dia 30 de setembro, quinta-feira, no Pavilhão do Festival do Rio - 13h - sessão popular, seguida de debate
Dia 1º de outubro, sexta-feira, no Estação Vivo Gávea 3 - 15h40/ 20h.
Gostaria de contar com voces no dia 30, pois haverá uma votação popular e seria maravilhoso para todas nós se nosso filme recebesse o troféu de melhor documentario. É importante dizer que o mesmo só foi realizado graças à sensibilidade e garra da diretora Susanna e que todas nós participamos voluntariamente, apenas com o desejo de dizer ao mundo que não é vergonha ter HIV/ AIDS e que fizemos o que muita gente faz: * tivemos relações desprotegidas*, porque acreditávamos que o Amor Imunizava.Por favor repassem para suas listas e compareçam para nos abraçarmos. Enviado por CIDA LEMOS.
Descrição da imagem: foto do rosto das 7 mulheres que participam do filme POSITIVAS, Todas lindas e com um sorriso maravilhoso.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ativistas e pessoas com deficiência física preparam documento com demandas dessa população na área da aids - 10 de setembro

Como devem ser as mensagens de prevenção das DST/aids para as pessoas com deficiência?
Representantes desse segmento da sociedade, ativistas e profissionais da saúde se reuniram na tarde desta sexta-feira, na Paróquia da Nossa Senhora da Saúde em São Paulo, para responder a essa pergunta. Eles trocaram experiências e deram sugestões para a criação de um documento que será entregue aos órgãos especializados do governo com demandas da população deficiente nas áreas de prevenção do HIV e tratamento da aids.
A cadeirante Ana Rita de Paula defendeu parcerias com organizações que já atendem as pessoas com deficiência. "As entidades que trabalham diretamente com eles já têm habilidades em transmitir mensagens".
Ana Rita sugeriu também a criação de materiais específicos para alunos do ensino fundamental que são portadores de deficiência.
O ativista Beto Volpe propôs a aproximação do movimento social de luta contra aids ao que defende as pessoas com deficiência. "Muitas vezes esses dois grupos lutam por direitos parecidos. No caso das mulheres soropositivas e das portadoras de deficiência, por exemplo, ambas querem o direito sexual e reprodutivo", explificou.
O grupo lembrou a importância de usar imagens coloridas e grandes nas campanhas voltadas aos deficientes auditivos. Outra proposta coletiva foi a criação de cartilhas com explicações de termos corretos e informações sobre DST/aids e deficiência para essa população e para os profissionais da saúde. Para os deficientes visuais, os materiais seriam em braile.
Segundo os participantes do debate, existem muitos materiais destinados aos deficientes, mas não são bem divulgados. Pensando nisso, eles sugeriram que todo esse material fosse reunido e disponibilizado no site do Centro de Referência e Treinamento em DST/aids. (www.crt.saude.sp.gov.br).
O evento foi organizado pelo Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo.
Talita Martins - Agência de Noticias da Aids - http://www.agenciaaids.com.br/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ERA UMA VEZ, ALÉM DO ARCO ÍRIS... por Beto Volpe

" ... um garoto que percebeu que não era igual aos outros. Seus desejos desde cedo já haviam se manifestado com os amiguinhos e na primeira aula de natação ficou claro que o vestiário seria muito mais do que um lugar para se banhar e trocar de roupas. O problema é que essa criança cresceu ouvindo as chacotas sobre a ‘bicha louca’ do bairro, vendo os programas humorísticos ridicularizarem sua condição. E o pior de tudo, seu desejo era pecado e toda vez que ia à missa podia sentir os olhares acusadores de todos os santos, sinalizando o caminho do Inferno. Mas o desejo era forte demais e, também desde cedo, a opção estava feita: ser feliz. No fundo, essa é a única opção dada a qualquer pessoa de qualquer orientação sexual, ser ou não ser feliz. Eis a questão. " . Leia texto na integra.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Revista Viração de agosto fala sobre o Seminário " Ações e reflexões sobre aids e deficiência"

A Revista Viração de agosto traz duas matérias de especial interesse: "Barreiras silenciosas", sobre o seminário "Ações e reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes", escrita (muito bem escrita, aliás) por Nair Moraes e Carlos Henrique Lima,adolescentes comunicadores da Plataforma dos Centros Urbanos e"Fortalecendo redes", sobre o Primeiro Encontro Amazônico de Jovens Vivendo com HIV/aids. http://www.issuu.com/viracao/docs/viracao_edicao_64

Fotos e Fatos : Evento "Deficiência e aids" - Montes Claros

Aconteceu nos ultimos dias 30, 31 e 01 de setembro a SEMANA MUNICIPAL DO DEFICIENTE, varios eventos foram feitos na cidade de Montes Claros, e o GRAPPA esteve presente em todas as atividades, com o tema DEFICIENCIA E AIDS.



Texto sobre o Seminário "Ações e reflexões sobre aids e deficiencia" : Aprendizados e recomendações

O texto é fruto do Seminário final (23 e 24 de junho) que encerrou o Projeto " Ações e reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes", realizado pelo Instituto Amankay, ou sua face pública. O mês de julho foi dedicado à redação dos Relatórios Técnico e Financeiro, momento propício à reflexão e revisão dos passos dados nestes quatro meses, de intensa atividade. 
"Agora é o momento da "curuera", de examinar o que restou na peneira, visando a próxima etapa do processo: no caso da mandioca, o cozimento da massa até sua torrefação e distribuição para consumo por muitos. No caso do projeto, a curuera designa o momento interno para pausa e reflexão para, em seguida, ser disseminada e alimentar novas ações, reflexões, projetos e até mesmo políticas públicas. Iniciamos com a apresentação sucinta do Projeto, que é a matéria prima da "curuera" e depois vamos examinar, juntos, o que temos nas mãos", escreve Marta Gil, autora do texto.  Acesse
Descrição da imagem: foto de Marta Gil, com um sorriso lindo.

Mini seminário " A vulnerabilidade da pessoa com deficiência " - 10 de setembro - SP

O mini seminário "A vulnerabilidade da pessoa com deficiência"  Desafios e perspectivas na prevenção, iniciativa do Programa Estadual de DST/AIDS - Gerência de Prevenção - GT Aids e deficiências, acontecerá em São Paulo, 10 de setembro ás 14:00 hs.
Local: Rua Santa Cruz, 68 ( Paroquia Nossa Senhora da Saúde - Salão de cumprimentos).
Descrição da imagem: cartaz do mini seminário com as informações citadas acima e o simbolo universal da acessibilidade com um laço vermelho _ simbolo de luta contra a aids.

Dia Mundial da Saúde Sexual - 04 de setembro


A Secretaria da Diversidade do Sindicato dos Comerciários de São Paulo em parceria com a WAS e CEPCOS, realizará no dia 04 de Setembro das 8:00 ás 18:00 hs no Parque do IBIRAPUERA  (marquise), com objetivo do Dia Mundial da Saúde Sexual levar a informação ao público geral.
Sônia de Freitas Toledo Rodrigues
Secretaria da Diversidade - Sindicato dos Comerciários de São Paulo
Fone - 11- 2111-1825 - sonia@comerciarios.org.br 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Exposição "Deficiência & AIDS" - 30/08 a 01/09 - Montes Claros - MG

Na Semana Municipal da Pessoa com deficiencia, em Montes Claros - Minas Gerais , o GRAPPA apresenta a Exposição "Deficiência & AIDS". "Não podemos ignorar a sexualidade de um deficiente: seja ele físico, surdo, cego ou deficiente intelectual. Todos nós temos direito á vida sexual. Vamos mudar o estigma social, favorecendo a educação sexual. Vamos dar atenção à saúde sexual de quem sofre alguma deficiência”. Obrigada Tate Viana - GRAPPA
Descrição da imagem: Folder da exposição com as informações sobre local, data, parceiros e duas fotos. Uma delas de uma pessoa na cadeira de rodas, mostrando do pescoço para baixo. A outra, uma pessoa na cadeira de rodas, de costas. Finalizando a seguinte frase: "Incluir a pessoa com deficiência na luta contra a epidemia ds DST/AIDS significa encarar sua sexualidade, reconhecerque tem desejos e direito a vida sexual, com qualidade e segurança.

domingo, 22 de agosto de 2010

"QUEM SE ARRISCA A DAR UM PALPITE?" por Dora Simões - Violência doméstica contra a mulher

"QUEM SE ARRISCA A DAR UM PALPITE?"
Me pergunto se avançamos realmente no tocante à defesa das mulheres, o que vocês acham?
Claro, temos a magnífica Lei Maria da Penha, uma grande vitória, se não fosse tratada com tanta indiferença por parte de alguns e algumas pessoas de nosso Judiciário.
Como será que se sente aquela mulher que, ao procurar ajuda, não é ouvida e muitas vezes nem lhe dão a devida atenção e infelizmente logo mais terão que atender um chamado, geralmente feito por denúncia anônima, que aquela mulher que outrora os procurou sem resultado algum foi encontrada morta e jogada em algum lugar da cidade? É cruel, mas acontece que estamos assistindo, lendo e ouvindo todos os dias histórias a respeito de MERCIAS,ELIZAS,PATRICIAS,ELIANAS,MARIAS e por aí vai... Bom, essas mulheres ainda aparecem nas estatísticas nacionais e internacionais mas, e aquelas que nínguém sabe, ninguém viu... sem rostos, corpos,sem nada? Provavelmente ficamos sem respostas que nos tranquilizem. Vocês sabem que apenas 40% das Mulheres denunciam a violência doméstica? Pois é, e ainda temos que ouvir alguns dizerem assim: "Deixa, ela deve gostar de apanhar" . É o fim, mas quem de nós já não ouviu um comentário do tipo?
Enfim, vamos nos fortalecer e nos engajar no enfrentamento contra a violência doméstica por meio dos movimentos sociais, de nossas organizações e por onde der. Acredito que assim vamos contribuir para a qualidade de vida de nossas mulheres. Doralice Pereira Simões - dorasimoes1@gmail.com

sábado, 21 de agosto de 2010

Camisinha em Discussão - Revista Saber Viver

Indicamos mais um texto da revista Saber Viver (ano 10, n 46) que discute o uso da camisinha. Apesar de ser a melhor forma de prevenir a infecção pelo HIV, as hepatites B e C e outras doenças transmitidas durante o sexo, a camisinha permanece na berlinda. 
No texto a ativista Cida Lemos lembra que para muitas pessoas camisinha não combina com amor, quando deveria ser exatamente o contrário.Acesse: http://www.saberviver.org.br/index.php?g_edicao=comportamento_46
Descrição da imagem: Foto de duas pessoas, uma delas Cida Lemos falando no microfone.

Revista Saber Viver - Colaboração de nosso colunista Beto Volpe no texto sobre acesso de medicamentos para HIV.

Leio o texto (matéria da capa) da Revista Saber Viver (ano 10, n 46)  sobre Justiça para quem precisa de medicamentos para tratamento de HIV, já disponiveis no exterior mas não distribuidos na rede pública do brasil e que podem ser adquiridos por meio de processos judiciais, com a participação de Beto Volpe.


Descrição da Imagem: Capa da Revista Saber Viver com algumas pessoas, entre elas, Beto Volpe e a chamada para o texto: Justiça garante acesso a medicamentos não distribuidos pelo SUS.

Programa Especial: Exemplo de exercicio da escolha amorosa e sexualidade de uma jovem com Síndrome de Down

Recomendamos o programa da série "Programa Especial", que é semanal e exibido pela TV Brasil. O programa tem recursos de acessibilidade: audiodescrição e janela de Libras.
Destacamos a experiência de Tathi, jovem com sindrome de Down, o exercício da escolha amorosa e da sexualidade, com responsabilidade, segurança e apoio da família e a participação em intercâmbio, em Portugal! Isso é vida independente!! Confesso que nunca havia pensado nessa possibilidade, até que tive a oportunidade de conhecer a Thati e família, em encontro promovido pelo Fabio Adiron. Fiquei encantada! Esse vídeo é um dos melhores que já assisti. Recomendo. Abraços, Marta Gil.
Acesse: http://www.programaespecial.com.br/video-galeria/galeria-de-videos/viewvideo/98/familia/unknown

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ministério da Saúde faz comentário sobre nosso texto

O Blog da Audiodescrição publicou o texto sobre os aprendizados que ficaram na curuera do seminário Ações e reflexões - Acesse. E já recebeu um comentário (abaixo) que partilho, abraços, Marta Gil
Ministério da Saúde deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Relatório do seminário Ações e Reflexões Sobre AID...": Olá, blogueiro!
A melhor prevenção é a informação e usando a camisinha, todos curtem melhor a vida e sem preocupação. Homens e mulheres, de qualquer idade, orientação sexual ou classe social são vulneráveis ao vírus HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis. Ajude a divulgar informações e conscientizar mais pessoas sobre as formas de contágio e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HIV. Conheça algumas das atuais campanhas contra o preconceito e de prevenção a DSTs do Ministério da Saúde. Ajude-nos a divulgá-las. Vamos juntos conscientizar um número maior de pessoas. Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre. Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br, www.aids.gov.br ou www.formspring.me/minsaude.  
Atenciosamente,Ministério da Saúde
Postado por Ministério da Saúde no blog Blog da Audiodescrição em 13 de agosto de 2010 20:40

"Ações e reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes": aprendizados e recomendações


"É preciso dar visibilidade aos pontos de convergência existentes entre os segmentos formados por pessoas vivendo com deficiência e pessoas vivendo com HIV/aids"
Marta Gil
http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29721
 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Textos novos no blog !

Acessem nossa página de Textos, com novos materiais: CONVERSANDO SOBRE SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA - UMA OVERDOSE PARA NOSSA PREPOTÊNCIA; UM TSUNAMI EM NOSSO ORGULHO, Escrito por Sonia B. Hoffmann - 11 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Corpo Gênero e Sexualidade na experiência da deficiência - Anahi Guedes de Mello e Adriano Henrique Nuernberg

O pôster "Corpo, Gênero e Sexualidade na Experiência da Deficiência" ganhou primeiro lugar na categoria pôster do Prêmio Lévi-Strauss da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Os resultados estão divulgados também no site da ABA: http://www.abant.org.br/noticias.php?type=premio#542.
Prêmio Lévi-Strauss 2010 – 3ª Edição
Modalidade A (Pôster)
1º. Lugar: Anahi Guedes de Mello e Adriano Henrique Nuernberg
Corpo Gênero e Sexualidade na experiência da deficiência
2º. Lugar: Paloma Karuza Maroni da Silva
Alianças, amizades e rivalidades entre torcidas organizadas de futebol: O caso da IRA Jovem Gama
3º. Lugar: Queise Hellen Luz Ramos
Análise Antropológica sobre a recusa de sangue alogênico por pacientes testemunhas de Jeová
Menção Honrosa: Jaqueline S. Ferraz de Lima
“Amor Eterno”: Notas sobre a dinâmica familiar dos presos membros do PCC

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Jogo sobre Aids tem nova versão


Produzido pela Fiocruz, Zig-Zaids, que pode ser baixado pela internet, fornece a jovens informações sobre o vírus da Aids e doenças sexualmente transmissíveis. 
Leia em: 
Para fazer download do jogo acesse a página: 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vídeo sobre deficiência e HIV - Africa do Sul

Caros amigos, Repassamos a indicação da Rosangela Berman Bieler sobre um vídeo que aborda o tema da Deficiência e do HIV/aids. É da África do Sul, tem 22 minutos e é narrado em inglês.
O vídeo conta as histórias de quatro pessoas com deficiência que se reúnem para um evento de afirmação da vida em Oribi George em África do Sul. O filme aborda as relações entre o ser com deficiência e HIV positivo e as experências no acesso aos serviços de HIV, a reabilitação e a informação sobre HIV. http://www.heard.org.za/multimedia/stepping-into-the-unknown

sábado, 10 de julho de 2010

Depoimento de uma “Jurássica” por Mina Regen

Costumo dizer, brincando, que me considero “jurássica”, quer pelo DNA (Data de Nascimento Antiga); quer por estar casada com o mesmo homem, a quem conheci aos meus 14 anos de idade; quer por nunca ter beijado outro homem, e, mesmo assim, considerar-me feliz e realizada; quer por ainda exercer uma profissão muito pouco valorizada, a Assistência Social, através da qual tenho vivenciado experiências incríveis e que me fizeram crescer como ser humano!
E é sobre uma dessas experiências, que tem ocorrido neste início de milênio, a que me refiro neste depoimento. Nada como voltar ao passado para melhor entender o presente!
No início de minha carreira como Assistente Social, toda a minha formação foi na área da deficiência intelectual, à época denominada deficiência mental. Era uma época em que mães de crianças com autismo eram chamadas de “mães geladeiras” e pais de crianças com deficiência mental eram considerados “neuróticos” e incapazes de educar seus filhos. Porém tive a felicidade de trabalhar ao lado de especialistas de várias áreas, em diversos setores da entidade, em equipes multidisciplinares que discutiam semanalmente os casos avaliados para se chegar a um diagnóstico e encaminhamento, geralmente sob a responsabilidade das Assistentes Sociais. Graças a esta dinâmica, adquiri conhecimentos e uma visão muito ampla, que me permitiu, posteriormente, criar programas inovadores e alçar vôos nunca antes imaginados!
Desde meados da década de 60 a entidade oferecia estágio para médicos que quisessem se especializar em neurologia e psiquiatria infantil, recebendo inclusive profissionais de outros estados. Recebemos um médico que veio do Amazonas com toda a família e que pouco depois foi contratado pela instituição. No final da década de 70, este psiquiatra, um profissional com P maiúsculo, atencioso, prestativo, a quem recorríamos em busca de auxílio quer para atendimento a alguma criança ou a seus pais, apareceu com sintomas estranhos. Ouvia-se pelos corredores um zum-zum-zum! Ele faltava com frequência, emagreceu muito e começou a apresentar umas feridas estranhas na pele! Quase nada se conhecia sobre o que lhe estava acontecendo, ou como a aids era transmitida, motivo pelo qual não tive a coragem de me aproximar ou visitá-lo. Creio que poucos colegas o fizeram. Afastou-se silenciosamente e silenciosamente faleceu, deixando uma jovem esposa e dois filhos pequenos!
A minha vida pessoal e profissional continuou, com grandes mudanças: filhos crescendo, saindo de casa, morando em outros países, casando e me dando netos; saída da instituição, trabalhando em vários projetos voltados ao novo paradigma da inclusão na área das deficiências; e todo esse episódio estava meio esquecido, até que Marta Gil, do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas convidou-me para participar de projetos sobre o tema da interface entre deficiência e aids, juntamente com Fernanda Sodelli.
Esses projetos me permitiram conhecer melhor o universo de pessoas que vivem com HIV/aids, como Beto Volpe, Bia Pacheco, Cida Lemos e outros grandes ativistas que lutam por melhores condições de vida para todas as pessoas vivendo com aids, algumas delas já com deficiência causada por doença oportunista ou em conseqüência dos antiretrovirais. Também possibilitaram a minha aproximação com populações contra as quais tinha algum preconceito, como travestis, transexuais, bem como travar conhecimento com profissionais dedicados nessa área, como Marcos Veltri, Mariana Benny, Caio Westin, Érika Pisaneschi, Andréa Duarte Lins, Ivana Drummond, Marta e Solange do CTA Dr. Sérgio Arouca, e tantos outros que lidam cotidianamente oferecendo acolhimento e apoio a essas pessoas! Agradeço a todos eles pelos novos conhecimentos adquiridos e pelas emoções vivenciadas com suas falas e atitudes! Enfim, sinto que a participação nessa nova área, antes desconhecida, permitiu que me redimisse ante meu amigo, por não ter lhe oferecido um apoio quando mais necessitava! Mina Regen (minaregen@uol.com.br)
Descrição da imagem: Foto de Mina Regen (ao centro) junto com jovens no Evento de João Pessoa.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ONU vai estudar relação entre Aids e leis, Nova York, 02/07/2010

Comissão do PNUD e do UNAIDS avaliará casos de vários países para verificar como legislação pode ajudar ou dificultar controle da doença - da PrimaPagina
O PNUD e o UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre Aids) formaram uma comissão que vai estudar a relação entre legislação e combate ao vírus HIV. O objetivo da Comissão Global sobre HIV e Lei é aprofundar a compreensão sobre como a legislação pode ajudar ou mesmo dificultar o controle da enfermidade, que ainda é a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo, de acordo com o Relatório 2010 dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Para tanto, o grupo terá a participação de especialistas em políticas públicas, direitos humanos e legislação de várias partes do mundo. Eles vão dar suas opiniões a respeito do assunto e também ouvir as comunidades de imunodeficientes de vários países para saber como a legislação pode oferecer melhores condições de prevenção e tratamento. “Há muito foi reconhecido que as leis são uma parte crítica de qualquer tipo de resposta ao HIV, seja no aspecto formal, na aplicação da lei ou no acesso à Justiça”, afirma uma nota do PNUD sobre o assunto. “Tudo isso pode ajudar a determinar se as pessoas que vivem com o HIV ou são afetadas por ele podem ter acesso aos serviços, protegeram a si mesmo, e viverem vidas completas com dignidade”.
Cerca de 30 anos após o início da epidemia, cerca de 4 milhões de pessoas estão recebendo tratamento. Uma redução de 17% no número de novas infecções entre 2001 e 2008 sugere que a epidemia já tenha ultrapassado seu ponto mais alto. No entanto, o PNUD estima que 106 países ainda tenham em sua legislação algum tipo de obstáculo para a prevenção e o tratamento da doença. Há casos em que a lei criminaliza os soropositivos, desencorajando as pessoas a fazerem o exame, o que pode elevar o número de infectados. A criminalização de homossexuais, usuários de droga e da prostituição desprotege a proteção de grupos com alto risco de contração da doença. Em alguns países, leis que falham em proteger mulheres do estupro dentro e fora do casamento aumentam a vulnerabilidade delas ao HIV.
Por outro lado, há inúmeros exemplos de como a lei pode contribuir positivamente para a vida dessas pessoas, como direito universal ao tratamento, a proibição da discriminação aos soropositivos no trabalho, na escola e no serviço militar. Os trabalhos da comissão durarão 18 meses. As recomendações do grupo serão anunciadas em dezembro de 2011.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Quando o silêncio fala ( Abuso sexual na familia) - video produzido pela Rádio Margarida em parceria com a Childhood Brasil

O vídeo Quando o Silêncio Fala, que faz parte da série Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, produzido pela Rádio Margarida em parceria com a Childhood Brasil (Instituto WCF-Brasil), retrata o drama de uma adolescente que sofre abuso sexual dentro de sua própria casa. Para aprender ainda mais sobre o tema, em breve você poderá assistir também a vídeoaula, que contém informações importantes sobre abuso sexual. Essa ferramenta serve como apoio didático para que, aliado a história contada no vídeo, educadores e técnicos sociais possam tratar sobre o tema, em salas de aula, instituições ou comunidades.

domingo, 27 de junho de 2010

Diferentes vozes por Beto Volpe

Leia o texto: Diferentes vozes, reflexões de Beto Volpe sobre o Seminário "Ações e reflexões sobre aids e deficiência:diferentes vozes", realizado em 23 e 24 de junho. "Lamentavelmente um compromisso inadiável me furtou o prazer de participar integralmente do seminário Ações e Reflexões sobre AIDS e Deficiências – Diferentes Vozes. Senti como se a tarde desta quinta feira me tivesse sido furtada, tamanho o prazer de ter participado de mais uma ação de sucesso da ONG Amankay, nome da flor favorita de Pachamac, deus inca da Vida. Nada mais apropriado. A Amankay, através do conhecimento, experiência e dedicação de Marta Gil, Nanda Sodelli e Mina Regen, novamente demonstrou alto nível de profissionalismo e profunda sensibilidade na defesa dos direitos da pessoa com deficiência, na defesa da Vida. Assim como a flor favorita de Pachamac.Clique aqui e leia texto na integra.
Descrição da imagem: Foto enviada por Idely Lelot - Beto ao centro, abraçado por Mariana Amato e Tiago Rodrigues, jovens com sindrome de down, todos sorrindo.

Inauguração na Central do Brasil dos serviços de apoio às populações LGBT, religiosos e pessoas vivendo com HIV-Aids

O Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos Ricardo Henriques e o Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos Cláudio Nascimento, Convidam para participar da Cerimônia de Inauguração que acontece : Data: 01 de julho (quinta-feira) , Horário: 15h30min , Local: Praça Cristiano Otoni, S/Nº - Edifício Dom Pedro II - 7º andar (Prédio da Central do Brasil).
Na ocasião estaremos inaugurando o 7º andar para abrigar os seguintes serviços: (1) Centro de Referência e Promoção da Cidadania LGBT da Capital, (2) Disque Estadual de Cidadania LGBT, (3) Núcleo de Monitoramento de Crimes Contra LGBT, (4) Comissão Processante para o Cumpra-se da Lei 3406/00, que pune a homofobia, (5) Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT/RJ, (6) Centro de Referência e Promoção da Liberdade Religiosa e Contra a Intolerância, (7) Centro de Referência e Promoção dos Direitos das Pessoas Vivendo com HIV/AIDS e Pessoas Discriminadas Por Outras Doenças, (8) Centro de Formação de Cidadania e Diversidades, (9) Centro de Documentação e Informação LGBT, (10) Gestão Institucional da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da SEASDH e (11) Núcleo do Programa Rio Sem Homofobia.
Informações: 21 -2334-5545/2334-5546/2334-9538/2334-5521

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Noticias sobre Seminário - 24 de junho

Seminário em São Paulo discute aids e deficiência - Agência Aids - 24/06/2010 11h30
São Paulo é palco de mais um debate sobre aids e deficiência. Com o tema “Ações e reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes” o evento, que começou ontem e termina hoje, tem a participação de pessoas com algum tipo de deficiência desde as mesas redondas até a plateia. A iniciativa é do Instituto de Estudos e Pesquisas Amankay com apoio da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo por meio do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo.
Segundo o blog do evento, o objetivo do seminário é dar voz a diferentes atores e segmentos sociais que trabalham com temas ligados ao HIV/aids e aos diversos tipos de deficiência. O seminário visa relatar iniciativas e projetos de prevenção e tratamento e também estimular reflexões, dando visibilidade a temas ainda cercados por preconceitos e tabus.
A editora executiva da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli, participa nesta manhã da mesa “A voz da informação”. O debate, que será coordenado pela jornalista e cadeirante Lia Crespo, conta também com a presença da antropóloga Mariana Dias e do Robson Zamboni que apresentará a metodologia adotada pelo Disque Aids no Estado. Na parte da tarde, será destaque o tema sexualidade como direito e cidadania.
O seminário é a etapa final de um ciclo de palestras que já ocorreram por São Paulo.
Serviço:
“Ações e reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes”
Quando: 23 e 24 de junho
Onde: Auditório da APAE SP - Rua Loefgren, 2109, Vila Clementino, São Paulo, SP.
Horário: 8h00 às 17h30
Redação Agência de Notícias da Aids

Noticias sobre o Seminário "Ações e reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes" , que terminou nesta quinta feira

Programa de DST/Aids do Estado de São Paulo cria grupo de trabalho sobre HIV e deficiência - Materia da Agencia Aids - 24/06/2010 - www.agenciaaids.org.br
Deficiente auditivo Rogério Lamana diz que campanhas publicitárias na TV não são acessíveis aos portadores de deficiências
Terminou nesta quinta-feira o seminário Ações e reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes. O evento, promovido pelo Instituto Amankay, debateu sexualidade e mostrou ideias sobre prevenção para as pessoas com deficiência. O público-alvo do projeto foram ativistas, gestores e profissionais de saúde. “Estamos atrasados, o diálogo sobre esses temas deveria ter começado há muito tempo”, disse o técnico do Programa Estadual de DST/Aids (PE) de São Paulo Robson Zamboni.
No mês passado, o PE iniciou um grupo de trabalho sobre HIV/aids e deficiências. A ideia é que os participantes estudem e proponham meios para abordar a sexualidade e prevenção das DSTs neste público. Por enquanto, estão nessa iniciativa as ONGs Hipupiara, de São Vicente, e o Instituto Amankay, de São Paulo, mas a participação é aberta para mais instituições.
Na opinião da ativista e deficiente visual Dora Simões, membro da Associação Brasileira de Inclusão, o atraso na discussão do tema ocorre porque a sociedade não entende que pessoas com deficiência têm sexualidade. “Somos tratados como seres iluminados, assexuados. Este é o grande problema, as famílias não debatem o assunto com os portadores de deficiência, é um tabu que gera a falta de informação nestas pessoas”, explicou.
Segundo os participantes do seminário, algumas vezes esta população específica é também alvo de piadas. O deficiente visual André Resende Marques, por exemplo, tem dois filhos e já passou por três casamentos. “Ouço até hoje de algumas pessoas a seguinte expressão: ´olha, o cego faz sexo, tem filhos´. É como se meu histórico de vida fosse incompatível com minha condição.”, disse. Na opinião dele, só é possível falar sobre prevenção e sexualidade quando o tema sexo deixar de ser um tabu para as famílias.
Acessibilidade: Além do preconceito, os portadores de deficiência física ou intelectual não conseguem obter informações sobre sexualidade da mesma forma que a população geral. “As campanhas na TV sobre sexualidade ou prevenção são rápidas demais, as legendas muito pequenas e o intérprete de libras fica num retângulo minúsculo demais, quase impossível de enxergar”, criticou o deficiente auditivo Rogério Lamana.
A portadora de síndrome de down Beatriz Paiva, 33 anos, diz que as pessoas discutem acessibilidade para portadores de deficiência física, mas esquecem a intelectual. “É muito difícil para nós conseguirmos acompanhar uma palestra nos principais eventos, todos falam rápido demais e quase não usam imagens ou fotos. Nosso ritmo de raciocínio é diferente”, comentou.
Ela faz parte da ONG Carpe Diem e desenvolve com a organização um manual de acessibilidade. A ideia é fornecer dicas para organizadores de eventos, incluindo os de sexualidade ou prevenção, sobre como abordar os assuntos de forma que todos possam acompanhar as palestras. Por enquanto, a organização busca patrocinadores para a iniciativa. Beatriz pede ainda aos idealizadores de projetos sobre sexualidade e prevenção nessa população específica não forneçam apenas informações, mas permitam que as pessoas portadoras de algum tipo de deficiência participem da elaboração de propostas.
Rodrigo Vasconcellos
Dica de Entrevista: Instituto Amankay - http://www.amankay.org.br/ - E-mail: amankay@amankay.org.br
ONG Carpe Diem - Tel.: (0XX11) 5093-1888 - Site: www.carpediem.org.br
Programa Estadual de DST/Aids - Assessoria de Imprensa Tel.: (0XX11) 5087-9835

terça-feira, 22 de junho de 2010

Seminário começa amanhã, no Instituto APAE,em São Paulo

O Seminário " Ações e reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes" começa amanhã , 23 de junho. As inscrições estão encerradas.  Acompanhe os temas e reflexões pelo nosso blog.
Abraços
Equipe Amankay

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Médica sul-africana distribui "camisinhas antiestupro" em cidades da Copa

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Quando tinha apenas 20 anos e era uma médica iniciante, a sul-africana Sonnet Ehlers prestou atendimento a uma vítima de estupro que, desolada, lhe disse: "Se ao menos eu tivesse dentes lá embaixo". Certa de algo tinha de ser feito para proteger as mulheres vítimas de estupro em vários países, 40 anos depois Ehlers lançou a Rape-aXe, uma camisinha antiestupro.
Trata-se de uma camisinha de látex que, internamente, contém "dentes" afiados. Ela deve ser usada como um absorvente interno e, no caso de um agressor tentar cometer o estupro, os "dentes" aderem ao pênis, causando grande desconforto, e só pode ser removido cirurgicamente, explica o site da médica.

A médica sul-africana Sonnet Ehlers mostra sua invenção: a camisinha antiestupro